Translate

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Educação Escolar: políticas, estrutura e organização


Uma visão crítica e singular

 
Um Estado bem consolidado oferece uma educação básica universalizada e condições sociais favoráveis ao indivíduo. Assim não é o Brasil, ainda. Em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova York, o Brasil afundou com a crise do café, porém enquanto uns se afogavam com o colapso econômico outros mudavam suas estratégias com a substituição das importações, alterando assim o comando da nação, que passou da elite agrária aos novos industriais. A intensificação do capitalismo industrial alterou as aspirações sociais em relação à educação, uma vez que nele eram exigidas condições mínimas para o ingresso no trabalho, enquanto na oligarquia rural a necessidade de instrução não era sentida nem pela população nem pelos poderes constituídos.
A consolidação do capitalismo no Brasil trouxe o aparecimento de novas exigências educacionais, melhor dizendo, a educação só surgiu no Brasil graças a movimentação do dinheiro, pois em dez anos, desde a quebra da bolsa, houve um desenvolvimento do ensino jamais registrado no país. Nesses dez anos, os cinco primeiros foram de um período centralizador da organização da educação até os interesses políticos entrarem em pauta. De boa intenção o inferno está cheio. Anísio Teixeira propôs a municipalização da educação no intuito de descentralizar o poder político no país. Talvez ele não tenha percebido que a descentralização e democratização da educação escolar no Brasil não podem ser discutidas independentemente do modo pelo qual é concebido o exercício do poder político no país, ou seja arquitetado plutocraticamente com o resto do planeta graças a globalização. E claro, desde o final do século XX, a descentralização da educação vem atrelada aos interesses neoliberais de diminuir gastos sociais do Estado.   
A atualidade foi construída através do processo histórico/político formado pela ambição totalitarista monetária, me permitindo o chiste, o PAM (Partido Ambicioso Monetário). No PAM não há praticamente lugar para o trabalhador desqualificado, incapaz de assimilar novas tecnologias, sem autonomia e sem iniciativa. A priorização da educação, nessa forma de governo, tem estado mais no discurso do que nas ações desde 1930 para o Brasil, sempre privilegiando apenas as famílias bem abastadas. Nem a racionalidade científica foi capaz de criar condições necessárias para um bom desenvolvimento do senso crítico da população em geral, pois levantando a bandeira da liberdade do ensino, as escolas privadas em 61 deram um jeito de receber recursos públicos. Foi criada então a empresa mais lucrativa da história. A Escola. Como o ser humano é um bicho adaptativo ele conseguiu achar lugar no novo sistema produtivo sendo um trabalhador cada vez mais polivalente, flexível, versátil, qualificado intelectual e tecnologicamente e capaz de se submeter a um contínuo processo de aprendizagem. Esse novo perfil de força do trabalho requer muita flexibilidade e funcionalidade.
Para comprovar nossas hipóteses do processo histórico, podemos ver que no campo da educação existem projetos que visam uma elevação da qualidade do ensino através da competitividade, da eficiência e da produtividade demandadas e exigidas pelo mercado, tratando-se obviamente de um critério mercadológico de ensino expresso no conceito de qualidade total.  A idéia é fazer um mercado educacional onde à pedagogia da concorrência, da eficiência e dos resultados se sobreponham a uma educação voltada para o reconhecimento à singularidade e aos próprios limites. Uma das condições que proporcionam esse assassinato do Eu são as avaliações constantes que medem o “desempenho” e a “qualidade” dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, que conseqüentemente cria uma condição de competitividade, e para justificar tal corrida temos um investimento exacerbado em disciplinas, como Matemática e Ciências, graças à competição tecnológica mundial deixando a desejar matérias importantes como Filosofia, Sociologia, Antropologia entre outras.
Ao invés de um projeto educacional para a inclusão social e para a produção da igualdade temos um sistema onde a mobilidade social é pensada sob o enfoque estrito do desempenho individual. O neoliberalismo trouxe a globalização, que nada mais é do que uma tendência internacional do capitalismo que impõe aos países periféricos a economia de mercado global sem restrições a competição ilimitada e ao crescimento da exclusão social. Deixando claro que tendência não é destino nem obstáculo intransponível, devemos perceber que não é através da supervalorização da competitividade, do individualismo, da liberdade excessiva, da qualidade econômica e da eficiência para poucos e a exclusão da maioria que vamos ter um sistema não muito melhor do que o que já está instalado. Devemos gritar pelo incremento da solidariedade social, da formação de valores, da cidadania aplicada, da valorização do cuidado com o humano em todas as dimensões.
No contexto da sociedade contemporânea, a educação deveria ter uma tríplice responsabilidade: ser agente de mudanças estando capacitada a gerar conhecimentos e desenvolver ciências e tecnologias; trabalhar a tradição e os valores nacionais ante a pressão mundial de descaracterização das culturas periféricas; preparar cidadãos capazes de entender o mundo, seu país, sua realidade, seu universo e de transformá-lo positivamente. A formação da cidadania aplicada sugere cidadãos trabalhadores capazes de interferir criticamente na realidade para transformá-la, e não apenas para integrar o mercado de trabalho. A emancipação objetiva de todas as formas de dominação torna-se possível se os indivíduos desenvolverem capacidades de aprendizagem baseadas em uma prática comunicativa. Para isso, é necessário um investimento na capacidade de situar-se em relação aos outros, de estabelecer relações entre objetos, pessoas, idéias; desenvolver autonomia reconhecendo regras sociais relacionadas ao acordo mútuo, ao respeito ao outro e a reciprocidade; expressar idéias, desejos e vontades de forma cognitiva e verbal, incluindo a perspectiva do outro; investir na capacidade de dialogar. Só assim será possível reabilitar a sociedade no âmbito da esfera pública de forma tal que as pessoas possam participar das decisões não por imposição, mas por uma disposição de dialogar e de buscar consenso, com base na racionalidade.
                                                                                                          

Baseado no livro "Educação Escolar: políticas, estrutura e organização" de Libaneo e José Carlos que você pode achar aqui

                                            

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Manipulação Midiática

Sylvain Timsit e as 10 Estratégias de Manipulação Midiática.

Sylvain Timsit elaborou a lista das "10 estratégias de manipulação" através da mídia na sua concepção e na de quem quiser concordar:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")".

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução! »

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Esse texto é de Sylvain Timsit e não de Noam Chomsky como muitos sites têm veiculado, o que o faz menos científico, porém não menos real. É só ligar a TV e constatar por si mesmo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como tudo começou...

Era uma tarde de mais um dia daqueles que o Sol nasce e morre sem dar satisfações a ninguém. Sem a claridade da estrela maior as mais distantes começaram a aparecer como vaga-lumes em um breu sem fim. O vento frio trazia um gosto de sangue dos lábios cortados pela tremedeira do bater de dentes. Tudo me lembrava o vazio. Sem rima, nexo, ou autoria se quer. Toda forma de conteúdo era apenas reverberação de pensamentos ressoando em uma caixa de sinapses aparentemente fechada para os estímulos exteriores. Ledo engano.

Vencido pela textura dos estímulos físicos, nítidos para minha percepção limitada, me vi sem importância diante da vasta imensidão que me rodeia. Decidi procurar um porque. A idéia era simples. Nunca acreditei muito nas coisas, mas a questão agora não estava apenas em acreditar ou não. Estava em entender o porque de existir.

Deve ser fácil ser gado quando já se nasce no pasto. Já nasce andando, mama, com o passar do tempo começa a mugir, se comunicar com seus semelhantes, passa a comer grama, se acostuma com os estímulos do ambiente, aprende que certos estímulos são desagradáveis, evita-os, é raptado pelo desejo ao sentir a fêmea, se excita, come mais grama, engorda, caga, peida. É incrível a semelhança com o homem, com algumas ressalvas, é claro. Mas a diferença maior é que o gado do pasto em um determinado momento será sacrificado para servir de alimento para seres que têm certa dificuldade para dar um sentido à vida. Mas eles morrem por um aparente motivo lógico.

Lei do mais forte. Cadeia alimentar? Afirmaram que o homem é um ser superior. Superioridade, nessa tão eloqüente afirmação, deve estar relacionada à condição de subjugar outros seres e/ou até mesmo os da mesma espécie.

Não sei. Depois de vislumbrar essas questões fiquei temeroso pelo que me espera. Será que devo me sentir responsável pelos feitos dos meus semelhantes no contexto geral? Continuo sem explicação para o existir. Talvez não esteja indo pelo caminho mais adequado. E se simplesmente não houver sentido para existir? Se fosse assim acho que eu não existiria. Talvez eu finja que existo e me mantenho respirando apenas para continuar tendo as sensações que aprendi a ter e de certa forma a controlar. Como elas não têm nenhuma ligação entre si eu posso...

...não têm ligação. As formigas andam em fila em direção ao seu formigueiro e recentemente descobri que isso acontece por causa de uma substância que elas deixam no caminho para que as outras possam se situar e continuar seguindo a fila. Se passarmos o dedo nesse rastro, a que vem logo depois fica perdida por um certo momento até achar de novo o caminho. Enquanto eu não sabia dessa tal substancia, aquela trilha de formigas andava em fila sem nenhuma ligação aparente.

Tem sempre um mártir nas histórias e mitos dos homens. Geralmente eles são representados como figuras muito importantes para a humanidade por trazerem em si um ideal. Algo que não é somente falado, mas é vivido por aquele que é extraordinário pelo ato de ser o que é e vive em prol de si mesmo chegando comumente a uma relação de amparo e solidariedade para com o outro. Muitas vezes trás em suas palavras algo relacionado a um caminho a seguir. Mas quem foi que passou o dedo no meu caminho? Não consigo me achar. Aliás, eu nem sei se um dia eu segui algum caminho. Eu teria meu próprio caminho ou deveria seguir o rastro do caminho dos outros? Quem sabe o meu caminho se confunda com o caminho de outros assim como as formigas, ou quem sabe o meu caminho eu tenha que trilhar sozinho, ou com um par. Com filhos?

Por que haveríamos de viver rodeados de tanta gente e ainda assim se sentir tão só? Medo de mostrar as nossas fraquezas. Há! Mas todo mundo tem fraquezas e talvez fraco mesmo seja aquele que não saiba se mostrar. Enquanto escondemos as fraquezas deixamos de mostrar nossa verdadeira força. Qualidades, dependendo do contexto são vistas como boas ou ruins. Mas no final creio que apenas sejam qualidades. Que devem ser usadas em alguns momentos e em outros nem tanto. Deveria eu continuar questionando o existir? Talvez. Mas enquanto eu não vejo nenhuma ligação entre os meus sentimentos acho que vou inventar um motivo para existir. Ele tem que fazer muito sentido, se não talvez eu possa estar menosprezando minha existência. Relacionarei minha historia de vida com minhas qualidades. Assim irei perceber com maior facilidade minhas dificuldades e também talvez perceba que tenho dons. Como usar esses dons é que vai ser a grande questão. Haveria sentido no egoísmo? Acho que sim, afinal de contas preciso sobreviver e assim pensar em mim mesmo. Só que eu não posso viver sozinho, existem outras pessoas que me acrescentam e muito, por sinal tenho prazer em servi-las. Ainda assim sou egoísta pois sirvo tendo prazer nisso.

Será que dá para amar só por amar?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

É dando que se recebe.

“A teoria do big-bang descreve a origem do universo como uma explosão de partículas elementares que emergiram espontaneamente de um vácuo virtual. A formação de átomos, de estrelas e de galáxias ficou sujeita ao esfriamento termodinâmico enquanto o universo se expandia. Para a ciência, a vida é uma combinação acidental de moléculas em um planeta dotado das condições exatamente favoráveis para o seu desenvolvimento, e a existência humana não tem nenhum propósito cósmico. O valor da vida é reduzido a uma adaptação bem-sucedida de indivíduos ou grupo de indivíduos em luta instintiva pela sobrevivência.” (Roberto M. Kleinman. As quatro faces do universo)


O caos é uma face da harmonia do universo. É necessário que haja uma percepção e uma aceitação do caos para então poder enfim respeitando-o perceber sua integridade e harmonia. Um exemplo simples de caos necessário para uma percepção equivocada de harmonia é a violência. A violência é por si só imprevisível, um ato violento não pode imaginar as conseqüências que trará ao meio que se expõe, assim, de maneira caótica a violência, quando não gera violência, mantém a ordem pela coerção, o que denota uma aparente harmonia, pois o ser coagido com certeza não se encontra nesse estado.

Convidado ao acaso para ser intitulado contraventor de um processo maciço histórico e opressor, estamos todos unidos pelo desejo inerente de uma vida tranqüila e sem razões para combater uns aos outros. A educação e a conscientização é ponto chave de uma revolução no nosso meio social e isso deve ser feito de maneira linear por todos aqueles que se enviesam por esse pensamento. Se as pessoas se comprometem em educar e conscientizar umas as outras de forma amigável e argumentativa no intuito de esclarecer situações e preconceitos, todo o sistema tenderá a mudar pois as mesmas pessoas que estiverem dentro desse processo irão tratar dessa maneira não só os seus familiares e amigos mas também seus clientes e desconhecidos procurando sempre uma boa abordagem sem nunca coagir ou intimidar com a lembrança de uma possível punição. É como falar com alguém que joga lixo na rua sem ter que lembrá-lo que essa atitude trará conseqüências graves, apenas ressaltando que com uma atitude diferenciada essa pessoa estaria preservando toda a nossa morada. Na composição da sociedade a instituição que mais merece atenção para tal trato é a polícia, pois Arthur T. M. Costa explica: “A atividade de polícia é, portanto, política, uma vez que diz respeito a forma como a autoridade coletiva exerce seu papel”. Se temos uma política violenta e agressiva não teremos nada diferente de uma sociedade violenta e agressiva. O medo é generalizado quando todos os meios de comunicação se encarregam em mostrar como a ação e a reação do meio é de risco a todos aqueles que o cercam gerando um clima de tensão social.

Outro ponto a ser abordado nesse tema e de grande importância é a mídia que insisti em repassar toda violência que é vivida na cidade. Por mais que um cidadão sofra repetidas vezes um assalto ou qualquer outro constrangimento social, isso deve acontecer em menos de dez ocasiões em toda sua vida e levando em consideração cidadãos que nunca passaram por tal constrangimento temos todos o desprazer de saber por dias seguidos que as ruas não são um lugar seguro, tranquem-se em suas casas e torçam para que não sejam assaltados nelas também. E os atos de caridades que são feitos diariamente na cidade? Onde estão os flanelinhas e limpadores de vidros nos sinais que trabalham dignamente em troca de uma esmola? Cadê os exemplos de honestidade e perseverança do nosso meio? Onde estão os encontros dos amigos depois de um dia corrido de trabalho? Por que não manter as pessoas em um clima de solidariedade e alegria ao invés da cotidiana tensão de desgraças e violência que invade a nossa vida toda vez que temos acesso a qualquer meio de comunicação? A intenção dos pais é manter estímulos ruins longe de seus filhos para que eles possam crescer saudáveis e otimistas, mas o mesmo não ocorre na relação mídia população, pelo contrário, a intenção parece ser aterrorizar para que as pessoas não só cresçam, mas vivam constantemente acuadas e desanimadas perante a realidade vigente. É bom ver que existem propagandas de incentivo e valorização do ser humano, mas ainda assim precisamos de mais, de muito mais. Programas que falem de educação no transito, na família, consciência ambiental, sobre as drogas em geral, consciência do valor que a vida tem, e que tais programas não se restrinjam às cinco da manhã.

sábado, 21 de agosto de 2010

Evolução Consciencial


O próximo passo da moda é sempre incerto. Ninguém tem a real imagem da aparência que vem a seguir, porém surgem as tendências e elas dão um novo rumo para o se vestir bem, o se vestir melhor. Não falo da moda como paisagem, falo dela como a evolução do conforto da humanidade, o conforto das roupas. Tudo evolui para o conforto desde a Idade da Pedra, mas nunca devemos confundir conforto com ócio. Pois quem entra no ócio para de trabalhar, e quem para de trabalhar pode facilmente parar de criar. E perceba que o trabalho aqui não é visto como um simples meio de se conseguir dinheiro. Você vai trabalhar para criar maneiras de melhorar o conforto das pessoas de acordo com os seus conhecimentos, de acordo com o que você realmente gosta, seja lá qual for sua área de atuação e levando-se em consideração que você está trabalhando com o que você sempre quis. Agora, independente da área que você escolheu para atuar, existe uma em que todos nós começamos sem ter escolhido, a da vida. Importamos-nos com todas as áreas que criamos, a vida é a área em que nascemos. Sabe qual é o próximo passo da evolução da vida na Terra? È você dar o próximo passo. Abrindo sua mente para compreender o seguinte:

Precisamos respeitar o Universo.

A palavra Universo foi citada aqui com a primeira letra maiúscula para que exista uma ênfase neste conceito. Este Universo é simplesmente o que você vive, é o seu Universo e coincidência ou não, é o meu e o de outras pessoas também. É o nosso Universo, é o que com certeza temos em comum. Olhando por esta ótica podemos todos repetir, “nós somos iguais”. Porém analisando nossa realidade de maneira simples e clara, compreendemos que independente de como somos criados acabamos sendo sempre bastante diferentes uns dos outros.

Criados com princípios diferentes? Com condições diferentes? Em culturas diferentes? No final o fato de existirem estas diferenças eventuais não é um problema, o erro maior é não aceitar isto,e julgar uns aos outros, porque sinceramente não importa saber porque estas diferenças surgem , o importante é o objetivo a que nos propomos. É o que deve ser seguido,mesmo que ninguém lhe indique o caminho a seguir. Se houvesse esta indicação ninguém ia ter que se preocupar apenas com sua própria vida, pois já teriam pessoas preocupadas com ela.

E você sabe por que se preocupariam com a sua vida? Porque se você teve a chance de existir, alguma coisa você veio fazer aqui. Além do mais importante, ser você mesmo. Os caminhos a serem percorridos desde a sua infância até o seu óbito lhe revelarão um mundo de idéias gigantesco e diferente daqueles apresentados para as pessoas que lhe cercam. E é baseado neste seu mundo de idéias que devem se dar suas escolhas.

Porém ainda não esqueçamos por total a idéia de transmissão de opiniões por meio de uma hereditariedade forçada, pois ainda existem muitos jovens sendo o que alguém gostaria que eles fossem, e não sendo realmente o que eles gostariam de ser. São desencorajados, em outras palavras têm o seu futuro amaldiçoado.

Ainda assim alguns poucos lutam pelo que gostariam de ser e acabam sendo felizes? Talvez realizados, mas nem todos, nem assim chegam na felicidade. Talvez por que a felicidade não dependa apenas do que você quer ser em relação ao seu modo de levar a vida, recebendo dinheiro, pedindo dinheiro, roubando dinheiro ou merecendo por fazer. Talvez ela esteja em uma coisa mais simples, talvez ela esteja na maneira e no jeito em que se deve tratar suas relações, consigo mesmo, com o outro, com o mundo. Respeito? É o começo, se for seguindo está linha você pode acabar percebendo que as outras pessoas fazem parte do seu contexto, em outras palavras existe algo maior a ser respeitado e que no fundo liga você ás outras pessoas.

Esse algo maior, como já mencionei, é o Universo, ninguém escolhe para nascer (é o que dizem), mas depois que nasce, esteja onde estiver vai começar a seguir os caminhos da sua nova vida. Não escolheu nascer nas Américas, nem na Ásia muito menos no Pólo Sul imagine na Europa. Pois é, quer queira quer não você nasceu e eu sei disso, pois estás a ler minhas palavras. E agora? Fazer o quê? Viver. Está com certeza foi a primeira escolha que você fez. E se ainda está vivo, é por que ainda tem alguma coisa a fazer. Mas não pense pequeno, não esqueça que você é um fruto do Universo, ele regeu assim. E a participação na evolução dele é outra escolha que só depende de você.

E se por algum acaso você pensa que depende dos outros também, esqueça. Mudando a sua vida você mudará naturalmente as vidas dos que te rodeiam. E além do mais esqueça a vida dos outros, eles vão ter seus desafios, portanto se a intenção não é ajudar, deixe-os seguir o seu próprio caminho. E siga o seu caminho respeitando o Universo como um só. Esqueça o gozo pelo gozo, dê um significado para as coisas que te rodeiam, faça o necessário para estar vivo e pense sempre em maneiras de ajudar as pessoas, se pensares assim perceberá que a recompensa é imediata. E quanto mais pessoas você ajuda, mais pessoas quererão te ajudar. Mostro uma verdade da vida sem pensar em quanto posso receber por isso, mas mirando quantos posso ajudar. Se você entendeu e quer começar a praticar e a ensinar essa perspectiva passe para outras pessoas e converse com elas a respeito do assunto, se vocês chegarem ao mesmo convencimento que eu cheguei, já somos três pessoas comuns dispostas a mudar alguma coisa no meu no seu, no nosso Universo.